Aurora Tropical

A mannhã cedo é muito bonita.
Parece outro mundo.
É assim todas as noites em que não durmo, dá vontade de viver aquele momento todos os dias. A luz do sol é tão bonita quanto a de um pôr do sol, só que é mais viva, e ascende ao invés de descender.
Toda vez que eu não durmo eu penso que deveria acordar na hora que eu estou indo dormir.

Serão mesmo as manhãs cedo tão bonitas, mesmo quando se acorda junto com elas?
Ou o bonito é ela vir depois de uma noite longa?
De qualquer modo, eu acordaria às 6, ou 5:30, se não tivesse o que fazer de noite, se não houvessem computadores, e se eu tivesse como escrever essas coisas em outros horários, ou se tivesse em quem despejar todas essas palavras perdidas. É claro que não conta quando se acorda nesses horários por compromisso, a não ser que se faça algo bonito ao ar livre. Imagine se eu pudesse me manter acordado deitado sobre a grama antes de Vênus se pôr de manhã. É, tudo que eu queria, ver o fim da noite e o início da manhã todos os dias.

A próxima linha é só pra quando eu resolver reler isso tudo:
Estou muito viciado em Damien Rice, ele canta e compõe e escreve tão bonito.

Da centelha que me esperava lá fora

No fim da noite, eu agradeci muito.
Agradeci aos céus, pela noite de grande boniteza. Agradeci à lua, pela minha alma. Agradeci à terra, pela minha vida, e à venus, pelo meu amor.
Antes disso estava assistindo o céu girar 15 graus por hora.
Tão longe deve ser um bom lugar pra se perder.
Ainda não vejo nada que se possa beber. Mas, sim, parece líquido, e dá muita vontade de mergulhar.
Um dos meus primeiros sonhos de consumo é um teto de vidro.
E uma varanda em que um espelho inclinado permitisse se ver o zênite na altura do horizonte.
Mas aquela noite estava mais que o normal, mesmo. Fazia tempo que não via uma assim, desde o inverno, provavelmete. Agora era mais fácil de se perder, reconheci pouco do céu.
Mas o principal foi o meu pedido atendido, bem no início da noite.
Eu queria muito uma estrela cadente. Já tinha visto o céu não normal, mas eu queria um pouco mais. Quase pedi pros céus. Mandaram, então, o risco enrubrecido, forte, que cruzou 10º nos céus, em alguma fração de segundo. Desde então, minha noite estava feita.

Questionamento simétrico

Será que
Meu amor não é meu mesmo?
Será que
Eu não sou capaz de simplesmente tê-lo?
Será possível
A minha vida numa órbita tão distante de uma estrela?
Será impossível
Que eu quebre as leis da gravitação, e venha contra a minha maior certeza?

Será mesmo a minha maior riqueza um roubo?
Será mesmo que eu assisti aparecer?
Sou mesmo um perfeito pierrot?
Sou mesmo só de amor?
Quem hei de ser?
Quem sou eu?

Volcanos melt me down

Tá meio abandonado isso aqui.
Não tenho tido o ímpeto de registrar coisas aqui. Não significa que não as senti
Mas não vou ficar comentando minha rotina por causa disso.
Um tal de Damien Rice que me deu esse ímpeto hoje. Versos bons com melodias bonitas como "cause all i've got is your hand" e "And I can't let go of your hand", em Cold Water, e muito ". Ele parece ter uma alma bonita, por mais estranho que pareça eu dizer isso. Se for muito estranho, finja que escrevi "coração", apesar de isso ser menos significativo.
O próximo post foi escrito depois do parágrafo anterior e antes desse e dos próximos.
Não sei porquê me veio esse sentimento, foi como um amadurecimento consciente e oscilante, que você torce pra não ficar muito tempo.
Muito incrível eu ter escrito aquilo antes de ouvir isso -
"What am I darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I, darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?

Oh what am I? What am I darlin'?
I got years to wait... ".

Ontem eu não comentei do céu aqui, como jurei que faria. o o faço agora, em outro post.